Por que bioimpacto ?
Para anunciar e denunciar os impactos socioambientais da expansão dos Bioconbustíveis no Brasil.
Analisar os bastidores da “Energia Limpa”???
Pensar o desenvolvimento com responsabilidade socioambiental.
Abrir o verbo.
Criar uma coletânea de Vídeos, textos, fotos, depoimentos dos diversos atores envolvidos na expansão do etanol no Brasil.
5 comentários:
Entender os Atores as organizações e o ciclo de vida na dinâmica da expansão energética de um país é elemento determinante para um desenvolvimento sustentável levando-se em conta todas as outras dimensões envolvidas.
Porém permanece a contradição na essência do nosso modelo econômico. Por mais que tenhamos evoluído no processo de discernimento e integração destes atores e instituições ainda permanece a falta de mudança de paradigma. Todo o esforço é feito dentro de um modelo econômico consumista em que o capital e o lucro estão acima de outros valores de sustentabilidade ambiental. O nosso ritmo de crescimento não respeita o ritmo de adequação da natureza.
Reforço a idéia de Laponche “O desenvolvimento sustentável não é compatível com o paradigma energético atual” portanto precisamos mudar nosso paradigma energético. Pela Matriz proposta até 2030 apostamos em energias renováveis porém, não prevemos os custos disso em questões ambientais. A lógica do Mercado parece arrastar consigo todos os atores e instituições seduzidas pelo capital e pelo lucro. Os poucos atores e instituições que pensam um novo paradigma influenciam pouco a montagem de uma matriz energética.
Em seu comentário final a Lorena enfatiza na necessidade de envolvimento dos diversos atores porém, gostaria de ir além. Não basta o envolvimento de todos os atores, é necessária, uma mudança de mentalidade destes atores e uma nova proposta de sociedade, uma nova proposta de consumo, uma nova ótica sobre os recursos naturais e o meio ambiente.
A Gloria, em seu comentário aponta algumas sugestões como políticas pública eficientes, garantia de participação dos atores, a necessidade, a diminuição do consumo e a prática da partilha e da solidariedade entre os países ricos e os países empobrecidos.
Bem esse seria o início de um novo paradigma porém, inviável num sistema capitalista focado no lucro e insensível às fragilidades da natureza.
Comentários de,
Itacir João Piasson
Após a leitura dos textos recomendados sobre Matriz energética e Balanço energético a resenha da Vanda destaca as questões fundamentais como: a importância dos instrumentos para o planejamento energético do país; o discernimento do uso das diversas fontes energéticas associadas às condições socioeconômicas; a busca da melhoria da eficiência energética; a submissão às decisões políticas; o melhoramento da regulação e da legislação que contribuem para a redução das distorções e burocracias; a busca de um desenvolvimento sustentável; a orientação de políticas públicas; a avaliação dos resultados e previsões e o monitoramento de cenários de energia.
Sem dúvidas são instrumentos de extrema importância para a condução de um Plano nacional de desenvolvimento energético.
Para averiguar a importância da Matriz procurei dados no Plano Nacional de Agroenergia 2006-2011. O plano realmente está pautado em matrizes anteriores. Destaco apenas um dado da Pg. 42
Panorama Energético Atual e Perspectivas
“O período de cem anos de petróleo barato (cotação entre US$ 10,00 e US$ 20,00 por barril), que vigorou até 1970, está definitivamente superado (Fig. 1).Por questões conjunturais, eventualmente o preço do petróleo spot poderá oscilar para abaixo de US$ 60,00/barril, porém a tendência de médio prazo é de valores crescentes. É perfeitamente lógico, no momento, delinear cenários com o piso da cotação em US$ 100,00/barril a partir do início da próxima década.”
Em seguida o Plano faz um paralelo da composição da matriz energética da média mundial e do Brasil para identificar as carências e os investimentos.
Entendo a importância dos instrumentos e o avanço que o Brasil tem feito no investimento energético, neste últimos anos porém, algo me preocupa.
Até quando os nossos representantes políticos continuarão tomando decisões de investimento, pautados apenas em pressões internacionais e interesses econômicos de grandes empresas?
Fica evidenciado que falta um processo participativo e descentralizado de decisão em que a vontade do povo seja respeitada.
Em relação aos impactos ambientais a questão é mais complexa, pois parece que o lucro e o poder justificam a idéia de sustentabilidade. Enquanto poucas grandes empresas e nações enriquecem a grande maioria da população não muda os índices de qualidade de vida e sofre os efeitos da degradação ambiental.
Itacir João Piasson
September 5, 2008 11:12 AM
Ao final do texto a Claudia faz um questionamento: Até quando as famílias menos favorecidas poderão dispor dos combustíveis modernos? Minha contribuição será uma reflexão a cerca deste questionamento utilizando os dados dos artigos estudados.
O que mais chama a atenção é a exclusão do pobre por falta de condições para arcar com os custos da energia moderna. Sem políticas públicas dos governos o pobre continua à margem do desenvolvimento impulsionado pelas novas fontes de energia. Em alguns países nem a os combustíveis fósseis nem o combustível da biomassa são viáveis pelo alto custo econômico e ambiental. O caminho é investir em novas tecnologias para disponibilizar o aproveitamento da energia solar e outras fontes disponíveis na natureza.
Talvez outros recursos estejam mais ameaçados e precisem de uma ação emergente para garantira a vida dessas populações. Entre os recursos necessários o texto aponta a necessidade de água limpa, saneamento adequado e serviços de saúde. Mesmo em países desenvolvidos com acesso à energia moderna estes recursos estão comprometidos o que comprova que não basta acesso à energia moderna. É preciso criar políticas que garanta o acesso aos bens de sobrevivência. Em todos os países, percebe-se pelos dados estatísticos, a falta de consciência no uso das diferentes fontes de energia. Cada qual pensa a partir do seu conforto e pouco se pensa a partir do coletivo. Quem tem condições econômicas esbanja no uso de energia, pois tem condições de pagar. Falta uma consciência mais global em perceber a energia produzida com fonte coletiva. O uso abusivo de alguns impede o acesso de outros e a pobreza continua presente em países que exportam energia.
Alguns dados do estudo demonstram que a ausência de serviços de energia eficiente e disponível compromete a saúde dos pobres em países em desenvolvimento. Como garantir energia para todos em sistemas capitalistas se aproximadamente 2.8 bilhões das pessoas do mundo vivem com menos de 2 dólares por dia. Os dados revelam que 2.4 bolhões de pessoas confiam na biomassa para cozinhar e se aquecer sem contar os 1.6 bilhões de pessoas que não usam a eletricidade. Entre os países em desenvolvimento que mais cresceram nestes últimos anos em produção e uso de energias fósseis e renováveis foi a China. Por mais que o regime monitore a liberdade das pessoas no uso das energias disponíveis o acesso à energia por parte da população pobre tem aumentado. Falta avaliar os danos ambientais causados por esse aumento brusco de consumo de energia.
Para economistas os 17% da população mundial sem acesso a energia pode ser um dado que instigue a busca de novos consumidores e mais lucros. Para o gestor ambiental é de se pensar quais as fontes de energia que poderiam suprir tal deficiência e causar menor impacto ambiental? Não basta pensar em garantir combustíveis modernos a famílias menos favorecidas. É preciso pensar fontes de energia que garantam a inclusão do pobre, o desenvolvimento a preservação ambiental e a melhora da qualidade de vida das diferentes populações do planeta. O Brasil pode mudar os rumos para um desenvolvimento sustentável com responsabilidade social e ambiental.
August 27, 2008 4:54 PM
O Balanço Energético Nacional de 2007, ano base 2006, revela dados importantes para a tomada de decisão de gestores ambientais e empresas produtoras de energia. O crescimento de consumo energético tem uma dimensão positiva para o crescimento econômico, porém aumenta os riscos de impactos ambientais. A estatística que surpreende é que os combustíveis renováveis no Brasil cresceram mais que os fósseis. Um bom sinal para quem pensa em preservar o meio ambiente. Outros fatores importantes são os setores autoprodutores de eletricidade, uma prática muito comum nos países desenvolvidos. Além dos dados sobre energia, contêm informações sobre as reservas de recursos energéticos, o indicador sócio econômicos ligado à energia, análise de resultados e a metodologia utilizada e uma matriz com vários setores e 47 tipos diferentes de energia. Este Balanço Energético nacional é uma das principais fontes de dados de energia usada para calcular a emissão dos gases que formam o efeito estufa.
Alguns aspectos acrescentados neste último balanço foram dados sobre a geração e consumo de energia na geração por fonte e setor autoprodutor. Constata-se que o aumento da demanda de energia em geral se deu em recursos renováveis como a hidráulica e biomassa com baixo índice de emissão de CO2. A estatística mostra que a queda na participação da energia não renovável em 2006 se deve ao fraco crescimento dos derivados de petróleo.
As informações adquirem uma importância muito grande para fazer um diagnóstico energético prevendo a projeção das emissões de gases de efeito estufa e o planejamento energético futuro.
Diante do diagnóstico constata-se que o balanço oferece aos gestores dados sólidos sobre a oferta e o consumo de energia, a produção, transformação e consumo bem como uma avaliação sobre os recursos, as reservas e a capacidade de produção de energia. Estes dados são essenciais para que se possa avaliar os rumos políticos e econômicos de um país na produção de energia e na preservação do meio ambiente e da qualidade de vida.
Itacir João Piasson
August 20, 2008 5:31 AM
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